
A tua mão afasta-se devagar da minha,
segunda-feira, maio 25, 2009
adeus
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 9:28 p.m. 4 comentários
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
memórias
Às vezes ainda penso em ti, ainda desejo a tua companhia. Não devia, claro que não devia, já passaram tantos anos... Mas parece-me perfeitamente natural querer-te para mim, porque julgo que nunca deixaste de ser meu. E eu nunca deixei de ser tua. Somos a prisão, a fraqueza e a memória um do outro. Nunca precisámos de mais ninguém. Talvez por isso é que ficámos presos num emaranhado de duas almas que se tornou numa só.
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 1:01 a.m. 4 comentários
sábado, janeiro 31, 2009
Tanto faz
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 11:48 p.m. 5 comentários
quarta-feira, dezembro 31, 2008
traição
O meu coração fez-me perder a cabeça, e isso, fez-me perder uma amiga. Não devia, sei que não devia, mas foi o destino que quis isto, não fui eu. O destino levou-me ao encontro da única pessoa de quem eu devia andar desencontrada. Parece que estava tudo preparado para eu te desiludir e perder uma amizade.
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 5:57 p.m. 6 comentários
segunda-feira, novembro 17, 2008
Lost
Se os teus olhos me olhassem como os meus te olham
Saberias que o tempo congela naquele momento.
Tudo fica suspenso. E nesse instante eu perco-me em ti.
Perco-me na efemeridade de uma troca de olhares.
Fica comigo hoje, só hoje,
E eu prometo que de ao meu lado não mais irás sair.
Por que eu vou manter-te aqui, bem junto a mim,
Nos meus braços envolvido, protegido como uma criança.
O mar ouve os meus suspiros ao longe.
E puxa-me para nele partir sem ti,
Mas eu vou ficando aqui, onde tu sempre me encontras
Onde tu sempre me deixas.
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segunda-feira, outubro 13, 2008
sob o luar
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 8:07 p.m. 10 comentários
domingo, outubro 05, 2008
...
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 9:42 p.m. 8 comentários
quarta-feira, setembro 24, 2008
Morrer no teu regaço
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 2:54 p.m. 9 comentários
domingo, agosto 24, 2008
Eu e tu
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 11:28 p.m. 8 comentários
quinta-feira, agosto 07, 2008
Liberdade

O mar olhando
Por lágrimas que dos meus olhos escorrem.
O mar salgado comunga o sabor destes rios
Que na minha face têm o seu caudal
E nos seus leitos a minha dor.
Uma dor de várias dores
Que o meu corpo usou
Para se desfazer em pedaços.
A corrente exibe a esperança
De quem quer que esta água
Leve a dor consigo…
Rumo a um mar de libertação…
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 12:10 p.m. 3 comentários
segunda-feira, julho 14, 2008
olhar pecador
As mãos fogosas
Seguem o calor do corpo
Imanado do desejo.
Os olhos possuem outro corpo,
Na loucura de um momento
Que alerta todos os sentidos.
E o sangue esvai-se por dentro,
Jorra sem sentido.
A pulsão não pára.
Fica mais forte, mais desassossegada.
A paz está longe.
Emaranhou-se na culpa de um olhar pecador.
E suspensa ficou
Perdendo-se nas partículas do ar.
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 9:08 p.m. 6 comentários
domingo, junho 29, 2008
A vida
Pela luta nos campos de batalha travada
Com espadas de dois gumes
E sangue venenoso,
Erguemos a honra e manchamos as mãos.
Tatuamos o nome dos rivais
No corpo nu de esperança.
E em seguida lavamos o rosto e somos outros.
Renascemos das cinzas,
Mas continuamos a servir a vingança,
De quem nunca se olhou a si mesmo.
Para sentir, pegamos na arma e disparamos.
Bebemos o sangue, sedentos de poder.
Gememos deliciados.
Controlamos as rédeas da vida
Ao mesmo tempo que olhamos para cima
E lá não vemos ninguém.
Estamos no topo, podemos ejacular
E dar continuidade ao legado de arrogância.
Depois recolhemos as feridas e partimos
Para sarcasticamente dizer “ADeus”
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 6:39 p.m. 7 comentários
quarta-feira, junho 11, 2008
Que se habituaram ao meu olhar,
Ao meu toque incessante.
Leio-as e percebo o seu relato
De um futuro ante-previsto.
Escrevias que me perdeste.
Procuraste manter viva a chama,
Ou pelo menos a faísca,
De uma louca amizade,
Mas as palavras cumpriram o seu destino.
Perdemo-nos na distância,
Destruidora de febris laços
Que apagou as imagens projectadas
De momentos ainda não vividos.
Os outros ficaram na memória
Porque a esses a distância não chega.
No sufoco de um grito rouco
O teu nome não se libertou da minha boca
Ficou preso no vazio que em mim te pertence.
Nas fotografias eu no teu peito descansava.
Nas cartas a amizade durava.
Na realidade isso não passava de nada.
E eu carrego a mentira no bolso.
Numa carta esperançosa
Que agora me faz desacreditar
E me pesa no olhar.
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 11:56 p.m. 11 comentários
quarta-feira, junho 04, 2008
Os mendigos da sociedade
Deixa-nos presos na revolta,
Com a desilusão no olhar,
E a glória na imensidão do mar.
O ontem parece que não foi nosso,
O hoje é só um fraco esboço
De um futuro pressuposto
Nas amarguras de um rosto.
Somos um compasso da música.
Desafinamos toda a acústica
Somos os mendigos da cidade,
As vítimas da sociedade.
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 8:33 p.m. 4 comentários
quinta-feira, maio 22, 2008
aqui sentado no escuro abandonado
no escuro abandonado
eu fujo de mim
e encontro-te a ti.
Quero ser quem és
remar contra a maré
subir ao céu
e olhar por quem adormeceu.
Vigilante de sonhos
guarda-costas da alma
assim para sempre
até não se ver viva alma.
Aqui sentado
no escuro abandonado
eu fujo de mim
e encontro-te a ti
Um dia não são dias
quando estou ao teu lado
a ver o céu azulado
e o coração se agita apaixonado
Entre canções, musicas de amor
eu chamo por ti,
gostava que aqui estivesses,
comigo, a sufocar de ardor.
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 7:21 p.m. 9 comentários
terça-feira, maio 06, 2008
E sinto-me morrer mais devagar.
Ao invés definho, contigo
Pela mão em sonhos distantes.
Espero e desespero à tua espera.
Afastei-te para te poder esquecer.
Mas o amor passa pelo tempo e pela distância,
E faz a vida passar por ele.
E eu não sabia disso
E entreguei-te a minha vida.
Agora quero-a de volta.
Mas ela nunca mais vai ser a mesma.
Já não sei que vida desejo, que ar respiro.
Deixei-te entrar no meu restrito jardim,
Onde só entra quem eu quero.
Nele te confundiste com uma flor.
E eu destruí o meu jardim para expulsar esta flor.
Mas nunca mais a encontrei.
Criaste raízes algures, num qualquer recanto.
Hoje és a erva daninha de todo o meu jardim,
De todo o ser que já fui e não vou ser mais.
Ensinaste-me a palavra amor.
E consequentemente dor.
Por isso e por todas as noites sem dormir,
Um muito obrigado
Por que não saber amar é não viver
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 9:09 p.m. 3 comentários
sexta-feira, maio 02, 2008
O tapeteiro aéreo
Um homem viúvo que vendia, porta-a-porta, tapetes voadores. Um homem de feições tristes, fustigado pela solidão que a morte da sua mulher lhe causou.
Um dia, em trabalho, dirigiu-se a uns andares onde nunca havia ido.
Chegado ao último apartamento, e já com duas vendas efectuadas naquele prédio, abriu-lhe a porta uma mulher incrivelmente bela. E então o homem sentiu o que julgava impossível voltar a atacá-lo… O seu coração parecia que estava a participar numa corrida de tão acelerado que batia. Uma corrida onde ele não se tinha inscrito…
Incapaz de falar, ficou especado a apreciar o que lhe parecia uma miragem. A senhora, achando estranho o vendedor não dizer nada, perguntou-lhe se este se sentia bem.
De repente, vindo do elevador surge um senhor de fato e gravata a chamar pela miragem do “tapeteiro aéreo” (nome com que o haviam apelidado).
“Diana” foi o que o fez como que sair de coma – consciente mas atordoado. Era o nome da sua falecida mulher…era o nome daquela mulher…
Já só conseguiu vislumbrar o homem e a mulher abraçados antes de o elevador o transportar para terra firme, pensava ele. Mas a lembrança de todo aquele curto momento não o largava. Tal e qual uma carraça, só que esta não lhe provocava febre mas sim um naufrágio, em que ele se afogava em whisky.
Depois da sua mais que tudo falecer, refugiou-se naquela pequena cidade, onde vivia com a memória do passado e a aliança que nunca tirava do dedo. Fazia uns biscastes e recentemente decidiu entrar no mercado da nova descoberta – os tapetes voadores.
As pessoas adquiriam-nos essencialmente para viajar, embora, já tenha sido provado, numa concentração de tapetes voadores, que até futebol dá para jogar em cima deles.
Por esta altura, a cidade andava em festa, viam-se fitas coloridas por todo o lado, e de noite, as luzes dos carrosséis, iluminavam a vista das crianças, enquanto que os adultos eram guiados pela música.
Foi no meio daquela agitação que o “tapeteiro aéreo” avistou Diana e o homem do outro dia, a quem ela continuava abraçada.
Ela também o viu e pediu-lhe que voltasse a ir a sua casa pois queria comprar-lhe um tapete voador.
Que fazer? Ir ou não ir? Quem será aquele homem que a acompanha? – Estas e tantas outras questões inundavam a cabeça do vendedor.
Um dia lá agarrou a coragem e foi a casa de Diana. Desta vez convinha conseguir dizer algo…
- Boa tarde. Aqui estou como me tinha pedido. – disse o vendedor um bocado atrapalhado.
- Olá! Faça o favor de entrar. – cumprimentou-o Diana com um sorriso no rosto.
- Quer então comprar um tapete voador…
- Sim quero. E…se não se importasse gostava que viesse experimentá-lo comigo.
- C-claro! Vamos então escolher um. Tenho aqui uns que acho que vai gostar…
Depois de algum tempo a conversarem e a decidirem o tapete voador que Diana ia comprar, partiram para um sítio sugerido por ela. Um sítio onde o silêncio era rei.
Pela primeira vez, em muitos anos, Joaquim, o “tapeteiro aéreo”, sentiu-se em paz; encontrava-se no local perfeito, com uma mulher de fazer inveja às deusas.
No meio da conversa perguntou-lhe, indirectamente, quem era o homem que no outro dia havia ido ao apartamento dela.
- É meu irmão. Ele vive um bocado longe daqui e veio-me visitar na altura da festa. E…a sua mulher como é que se chama? – questionou-o apontando para a aliança dele.
- Eu não sou casado, já fui…a minha mulher morreu. Eu uso a aliança porque nunca me consegui desligar do passado e acho que também como forma de penitência e de solidão.
Joaquim já há muito que não falava tão abertamente sobre o que lhe ia na alma e estar a fazê-lo com uma estranha deixou-o envergonhado.
- É melhor irmos embora… – disse ele.
- Vamos ficar mais um pouco, por favor, estou a adorar falar consigo.
- Trate-me por tu, se faz favor.
- Quando você também o fizer… – disse Diana a sorrir.
Que sorriso tão lindo, que calma infinita estava a invadir Joaquim.
Queria dizer-lhe o que ela lhe fazia, mas por outro lado ainda estava demasiado agarrado ao seu passado e à sua solidão. E, além disso, não conseguia encontrar palavras para se exprimir. Nem palavras nem coragem. Então, de repente, ela aproximou-se mais dele e beijou-o.
- Desculpe mas já não aguentava mais… Estar aqui consigo faz-me sentir maravilhosamente bem! – revelou Diana.
Estaria o pobre de alma “tapeteiro aéreo” preparado para aquilo? Estaria ele disposto a pôr definitivamente tudo para trás e começar de novo? Seria aquele homem capaz de dar a tão linda mulher tudo o que ela merecia? Às vezes os sentimentos não bastam…
- Eu quando te vi pela primeira vez parecia que ia desmaiar de tanta emoção…porém não sei se estou à tua altura. Eu não sou ninguém, sou só um simples homem dominado pela dor. – confessou Joaquim.
- E eu uma simples mulher que quer apagar essa dor, se tu a isso estiveres disposto.
Como ainda não chegava o silêncio daquele local, juntou-se-lhe o silêncio entre Joaquim e Diana. Finalmente interrompido pela sugestão ou quase “ordem” de se irem embora, porque estava a ficar tarde, por parte do vendedor.
Já a caminho do apartamento dela foram assaltados por dois homens. Apareceram por trás deles também num tapete voador. Um dos homens saltou para o tapete deles e agarrou-a sem Joaquim se aperceber. Quando este se deu conta do que estava a acontecer já a sua miragem estava a ser ameaçada com uma faca.
- Passa para cá dinheiro ou então vais ver o sangue desta pérola jorrar! – ameaçou o assaltante que empunhava a faca.
- Tenham calma, por favor, eu dou-vos o que quiserem – proferiu Joaquim ao mesmo tempo que botava a mão à carteira à procura de dinheiro – Tomem aqui está o dinheiro. Agora larguem-na, por favor.
- É toda tua! Adeus. Foi um prazer! – despediram-se os assaltantes em tom de gozo.
- Estás bem? – perguntou Joaquim – Tive tanto medo que te acontecesse alguma coisa de mal!
- Eu estou bem, obrigado. Muito obrigado.
Joaquim ergueu a mão para a roçar no rosto de Diana, e foi então que a aliança reluziu, causando à mulher um enorme desconforto.
- Quando estiveres disposto a deixar o passado e construir um futuro, avisa-me – disse ela ao mesmo tempo que se afastava da mão daquele homem.
- Deves pensar que é fácil! – afirmou ele irritado – Vamos mas é embora!
Não trocaram uma palavra o resto do percurso e nem sequer quando cada um foi para seu lado.
Dias, semanas, quem sabe meses, se passaram sem que Diana abandonasse o pensamento de Joaquim. Tivera medo de a perder no assalto, mas agora é que a estava a perder por completo. E ele sabia o que era perder alguém…
Por isso, decidiu procurar Diana. Foi ao seu apartamento onde, depois do espanto, ela o recebeu dizendo:
- Vens vender outro tapete?
Ao que ele respondeu:
- Não venho vender nada. Venho abrir-te as portas do meu coração.
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 9:14 p.m. 2 comentários
terça-feira, abril 29, 2008
futuro...
Tenho uma infinidade de arco-íris e de trovões para ver e sentir, ou recordar e chorar. Sei que sou amada. Sei que quero ser amada. Mas sei também que quero que me deixem em paz, sozinha comigo, sem alma.
Sou um ser do mundo e acha-o muito pequeno porque não quero nada dele. Mas sei que ele me vai dar o mundo.
Sei, porque sei! Sei, porque o sinto! Sei, porque o mundo é meu!
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 8:28 p.m. 4 comentários
domingo, abril 20, 2008
Lágrima
Quente e acolhedora
Um ápice de dor
Na água da pureza
Sabor popular
Como o daquele doce
Comido um dia.
Sabor fraternal
A lágrima do dia-a-dia.
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 10:25 p.m. 2 comentários
sábado, abril 12, 2008
voar para longe
Sentir o beijo das palavras. O vento a acariciar-me ternamente. A música embalando os meus pensamentos. Parece delicioso. É delicioso. Talvez feérico.
Fecho os olhos por um instante. A imagem escura substituída por um mar que jaz na memória; com um cheiro que aromatiza a alma. Um imbróglio de sensações que parecem tocar suavemente, arrepiar e confortar.
Mas não passa de passado, intensa e mentalmente revivido. Continuas longe ou perto. Não sei. Perdi a noção do espaço. Sei porém que me encontro aqui sentada na penumbra, a pensar no estrangeiro do meu coração, em que de repente te tornaste.
Vem ou volta para mim! Molha-me como a chuva! A água se confundirá com as lágrimas. E todas as gotas eu guardarei preciosamente. Uma lembrança de ti, uma melancolia para mim.
Agradáveis palavras essas de ouvir; de proclamar e sentir. E abraçar e fugir. E voltar!
Na vida que não cessa de surpresas, tu és a minha maior surpresa. Dia após dia, mês após mês, ano após ano, te encontro transfigurado em alguém tão sempre familiar. Abraço-te sem saber quem estou a abraçar. Um desconhecido ou a minha pedra nuclear?! Olho-te e não sei o que me acontece. Como diz o outro, talvez seja feitiço… Manténs-me perto, longe. Presa a ti por muito distante que estejamos.
Cair em ti parece destino. Conhecer-te foi destino. Mas o que é o destino?!
Um sussurrar bloqueia-me os movimentos. Aprazível sussurrar. Leva-me com ele nas partículas serenas do som. Vejo rostos. Não passam disso. Não encontro alguém que me faça lembrar de ti. Não te encontro a ti. Regresso ao meu eu e sorrio. Ouço alguém chamar por mim. Certamente não és tu. Mas sim um daqueles rostos, que carrega o meu sorriso…
Tu também já o carregaste tantas e tantas vezes… Agora recebes uma parte suburbana do meu ser. Sei que é confuso, difícil de entender, mas também não é isso que anseio. Queria simplesmente sentir-me próxima de quem nunca me consigo abstrair.
Proteger-te e acompanhar-te, como o peluche que todas as noites vigia os teus sonhos. Dás-lhe a mão e tranquilamente adormeces…ou choras… Essa lágrima tormentosa, me magoa e estripa, na impotência de mutilá-la do teu rosto. Não queiras que não me sinta mal por não ser sempre o ombro que precisas! Lamento tanto cada lamento calado! Mas com isso fui aprendendo como as palavras são bonitas. Foi contigo que a vida me ensinou muito. Foste tu.
Publicada por Cláudia Pinho à(s) 3:00 p.m. 5 comentários













